sábado, 28 de setembro de 2013

Profissão professor (a)?


Crônica: Ser professor(a) - as múltiplas funções dos mestres



Falar da docência é falar das várias profissões que transpõem e se sobrepõem a esta.
Enquanto professores...
Somos mágicos, ao fazermos malabares com diversas situações que atingem nossa imagem e a vida pessoal.
Somos atores, somos atrizes, que interpretam a vida como ela é, sentimos e transmitimos emoções ao conviver com tantas performances.
Somos médicos, ao receber crianças adoentadas pela miséria, pela falta de tempo da família, pela carência de tempo de viver a própria infância.
Somos psicólogos, ao ouvir as lamentações advindas de uma realidade dura,
que quase sempre nos impede de agir diante do pouco a se fazer.
Somos faxineiros, ao tentarmos lavar a alma dos pequenos,
das mazelas que machucam estes seres tão frágeis e tão heróicos ao mesmo tempo.
Somos arquitetos, ao tentarmos construir conhecimentos, que nem sabemos se precisos, que nem sabemos se adequados.
É só parar para pensar que talvez seja possível encontrar em cada
profissão existente um traço de nós professores. Contudo ser professor,
ser professora é ser único, pois a docência está em tudo, passa por todos,
é a profissão mais difícil, mas a mais necessária.
Ser professor é ser essência, não sabemos as respostas.
Estamos sempre tentando. Às vezes acertamos, outras erramos, sempre mediamos.
Ser professor é ser emoção
Cada dia um desafio
Cada aluno uma lição
Cada plano um crescimento.
Ser professor é perseverar, pois, diante a tantas lamúrias
“não sei o que aqui faço, por que aqui fico?”
fica a certeza de que...
Educar parece latente, é obstinação.
Ser professor é peculiar,
Pulsa firme em nossas veias,
Professor ama e odeia seu ofício de ensinar
Ofício que arde e queima
Parece mágica, ou mesmo feitiço.
Na verdade, não larga essa luta que é de muitos.
O segredo está em seus alunos, na sua sala de aula, na alegria de ensinar
a realização que vem da alma e não se pode explicar.
Não basta ser bom... tem que gostar.
Soraia Aparecida de Oliveiraprofessora do Ensino Fundamental, Escola Municipal Nilza de Lima Sales, Brumadinho, MG.
Artigo publicado no jornal Mundo Jovem, edição nº 350, setembro de 2004, página 21.

Quem sou eu

                                                                   
                                                                   Por Michelle Rodrigues Santos

Olá!

Meu nome é Michelle sou professora efetiva de cargo na Disciplina de Ciências na cidade de Várzea Paulista, onde também resido. Fiz a faculdade de Biologia com habilitação em Ciências, mas não me imaginava professora, sonhava em ser pesquisadora. Tive uma grande oportunidade de seguir carreira, pois era aluna orientada em um laboratório no Instituto Butantan (USP). As dificuldades do último ano de curso e a necessidade me fez desistir dos estudos na outra instituição ir para a sala de aula, confesso que não imaginava gostar tanto. Apesar das dificuldades da profissão, amo o que faço e não me arrependo de minha escolha.

No tempo livre gosto de ler bons livros, ir à academia, assistir filmes, passear, descansar e estar perto das pessoas que amo para uma boa conversa. Afinal, quem não gosta de estar em boa companhia?


quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Um pouco sobre mim...

por Aline Gasparim Christianini
 
Olá!!!

     Eu sou a Aline, professora efetiva na E.E. Frei Dagoberto Romag (disciplina de Ciências Físicas e Biológicas), em Campo Limpo Paulista e acumulo cargo, também efetivo, na E.E. Professora Ana Maria Pagiossi (disciplina de Biologia), na cidade de Várzea Paulista. Trabalho bastante e adoro minha profissão!
    Gosto muito de estudar, aprender, passear, viajar e, consequentemente, conhecer novos lugares, sabores, pessoas, culturas, costumes...
     Recentemente descobri os benefícios da atividade física. Passei a frequentar uma academia, a participar de corridas de rua, tomei gosto pelas aulas de Muay Thai, Boxe e Spinning, superei meus limites e já não sei mais viver sem isso! E continuo na busca por melhorias, em todos os aspectos da minha vida...
 
 

Meu desenvolvimento na leitura e escrita.

O primeiro livro que me emocionou e me fez atribuir sentidos diferentes para a prática de leitura, foi o livro "Cidade do Sol". Na minha infância não tive muito incentivo com a leitura, meus pais não tinham o hábito de ler. Fui aprendendo a gostar e a me identificar com a leitura por interesse próprio.  Durante todo o Ensino Fundamental e Médio sempre que tinha leitura coletiva me colocava a disposição para ler também. Reconheço que a leitura é fundamental na minha vida, é através dela que adquiro conhecimento.Hoje, por conta do tempo, leio por prazer apenas nas férias e durante o período letivo busco ler livros de formação.
Em relação à escrita, recordo que na pré-escola, quando escrevia corretamente ficava empolgada em mostrar para a professora. No 1º ano, com 7 anos de idade já sabia ler e escrever. Durante todo o meu processo de aprendizagem no Ensino Fundamental  I fui acompanhada e estimulada pela minha irmã que é pedagoga. Quando entre no 1º ano ela começou a ministrar aulas na mesma escola que eu estudava e todas as atividades que terminava ia correndo mostrar pra ela na sua sala. Essa era a minha grande motivação. Hoje, tenho dificuldade em expressar tudo o que eu penso em palavras escritas. Na faculdade de Pedagogia estou superando minhas dificuldades, escrevo várias redações para ter como produto final uma. Pra mim, a melhor parte da escrita é quando leio o meu texto pronto e percebo minha evolução. Na prática docente sempre peço produção de texto para meus alunos e tento tirar da cabeça deles a ideia de quantas linhas precisa. Um bom texto não pode ser feito com linhas contadas para acabar logo e insisto para que eles coloquem no papel tudo o que eles aprenderam sobre o assunto estudado.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Escola e família. Minha experiência com leitura e escrita


Michelle Rodrigues Santos


Assim como muitos colegas também fiz uso da cartilha para me apropriar da leitura e da escrita. Desse tempo me recordo das atividades na própria cartilha e do caderno de caligrafia, e o quanto me esforçava para melhorar a letra. Mas com certeza o que mais me marcou foi na antiga quarta série, tinha uma professora de nome Benedita, naquele tempo fazíamos pequenas produções em folha de linguagem que se chamavam composições. Simplesmente adorava escrever e num belo dia, minha então professora elogiou muito o pequeno texto escrito por mim, e o levou até a diretora que veio me parabenizar. Isso ficou marcado em minha memória e foi um grande incentivo, já que nunca tive problemas com a escrita e gosto muito de leitura até os dias atuais.
Além do incentivo na escola, minha mãe também comprou coleções de contos de fadas e também aquelas enciclopédias que utilizávamos para fazer trabalhos para a escola, já que no meu tempo as pesquisas eram feitas ou nessas enciclopédias ou na Biblioteca Municipal. Na minha casa, durante minha adolescência eu e meus irmãos também colecionávamos quadrinhos da Turma da Mônica, lia bastante já que são muitos os personagens e todos me agradavam.
Sou muito grata a minha professora e a minha mãe pelo incentivo, como já disse, o gosto pela leitura permanece. Saliento novamente a importância da atitude simples de minha mãe já que meus irmãos lêem muitos livros e fazem históricos para o skoob.
Fazendo esse exercício de memória e partilhando um pouco da minha experiência com a leitura e escrita, demonstro a importância da família e da escola, já que acredito que sem a participação ativa de ambas, minha satisfação em ler e escrever não teria sido tão plena e prazerosa.

Abraços carinhosos!

Michelle

    



A IMPORTÂNCIA DA LEITURA/ESCRITA. A leitura é um dos meios pelo qual se obtém conhecimento nas mais diversas áreas, facilitando a argumentação imposta pela vida. A leitura tem que ser estimulada desde a infância, pois as crianças vão crescer sabendo que a leitura exerce uma fundamental importância na vida do ser humano. Eu particularmente sempre gostei muito de ler. Quando criança, li a coleção da série Vagalume inteira, pois minha tia que era professora de português me incentivava e emprestava os livros. Estava sempre em busca de novos títulos e, com isso, adquiri o hábito da leitura.a

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

MEMÓRIAS DA MINHA ALFABETIZAÇÃO

 

Aline Gasparim Christianini

 
Sempre tive a curiosidade de saber o que estava escrito em painéis, propagandas, embalagens de brinquedos e alimentos, em cartas de jogos de tabuleiro, em revistas, jornais, livros e tudo mais que via pela frente.
Cursei o antigo “Jardim da Infância” e a “Pré-escola”, onde tive contato com as letras e algumas palavras simples. Mas eu queria ler frases inteiras e textos mais longos. Comecei a primeira série, o antigo “CB” – Ciclo Básico, no ano de 1989. Meus pais não tinham condições financeiras de pagar escola particular, não consegui vaga no SESI e, então, fui matriculada em uma escola estadual daqui de Jundiaí. Começou o ano letivo e minha mãe comprou a cartilha “Alegria do Saber” (aquela que vinha com um palhacinho na capa). Mas, naquele ano, os professores perderam diversos benefícios e resolveram entrar em greve. Me lembro que tive aulas de fevereiro à abril e logo depois fiquei em casa, porque a escola havia paralisado. Minha cartilha estava guardada na escola e eu, em casa, achava que só iria aprender a ler e a escrever fazendo as atividades da cartilha. Passaram-se os meses de abril, maio, junho, e nada de voltarem as aulas. Eu chorava que eu queria a cartilha!
Foi quando minha mãe resolveu comprar outra cartilha, igualzinha àquela solicitada pela escola. Quando eu ganhei a “nova” cartilha, não desgrudei dela! Fiz todas as lições em poucos dias. Lembro que “perturbava” minha mãe para me explicar o que deveria ser feito. Ao terminar uma lição, eu já seguia para a próxima. Quando voltaram as aulas, no mês de julho, eu já havia terminado todas as lições! Na escola, quando a professora passava a lição do “tatu” ou a do “macaco”, eu já preenchia todos os espaços em poucos minutos! E pedia mais! Lembro que a professora, uma senhora de idade chamada Maria Lúcia, ficava brava comigo. Ela me disse que “não era para eu ter feito tudo antes”. Mas não me arrependo! Ao final da cartilha tínhamos um outro livro solicitado pela escola, chamado “Meu primeiro livro”, com pequenas histórias mais interessantes do que "o vovô viu a uva”. Fiquei frustrada porque as aulas da greve não foram repostas e, neste livro, fizemos somente a primeira lição. Mas eu terminei o livro todo em casa, nas férias de janeiro, com o auxílio da minha mãe.
E de lá para cá, meu interesse pela leitura e pela escrita só aumentou! Na faculdade, quando entreguei o TCC, o professor mais exigente do curso (Prof. Wanderley) elogiou meu texto, com quase setenta páginas. Disse que eu poderia seguir com o mesmo tema para o mestrado. No dia da formatura da graduação senti algo indescritível: fui homenageada como “a melhor aluna do curso” e ganhei um “Diploma de Mérito”. Fica evidente que sou apaixonada por leituras e adoro escrever!

Boas vindas!

Olá visitante!


Seja bem vindo ao nosso blog!


Esta página foi criada com o objetivo de promover trocas de informações pedagógicas relacionadas às aulas de Ciências.
Nós, professoras da rede pública de ensino paulista, através do curso promovido pela Secretaria do Estado da Educação, o Melhor Gestão Melhor Ensino (MGME), temos o intuito de construir em nossos alunos hábitos de leitura e escrita, ao mesmo tempo que despertamos neles o interesse pelas ciências.
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Abraços carinhosos,
Aline Gasparim Christianini
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